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A invasão; ou, como estão nossas "muralhas"?

8.10.14
Aos poucos, discretamente, quase que imperceptivelmente, a semente implantada dos princípios mundanos, pagãos, foi germinando. Já oferece frutos, em abundância. Paganismo generalizado, eis a era em que estamos entrando novamente. O coração do servo de Deus que não estiver preparado será contaminado.
O contato constante com esta mentalidade anti-cristã que diariamente vai proliferando pode comprometer a vida daquele que não estiver construindo corretamente as "muralhas" em seu coração, "muralhas" de fé e disciplina, constância e submissão a Deus.
"Como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito", diz o provérbio de Salomão (25.28). Temos como cristãos a responsabilidade de rodearmos nosso ser com muros fortes, que só podem ser assim se forem construídos tendo por base os materiais a nós concedidos por Deus.
Deixando nosso eu exposto diante de uma sociedade extremamente corruptora, inevitavelmente pagaremos o preço e sofreremos a invasão, o saque, a pilhagem, quiçá mesmo a destruição, o incêndio. Seremos facilmente invadidos por toda espécie de inimigo de nossa alma. A cidade sem muros, o ser desarmado, um banquete farto aos saqueadores e aproveitadores.
Vejo que, ao mesmo tempo que tem parecido cada vez mais difícil fortalecermos, mesmo construírmos estes muros, nunca foi tão fácil sermos invadidos. Nós temos trazido os inimigos até os limites da nossa "cidade forte", que realmente não está tão forte assim, ainda que a nós não pareça. Estamos colocando inimigos terríveis diante dos nossos corações, das nossas mentes. Estamos aceitando a persuasão invasiva da maldade abundante que nos circunda, e temos feito pouco ou nenhum esforço para realmente combate-la. A sociedade pós-moderna tem, diariamente, um meio diferente de intimidação, de persuasão, de tentativa para nos levar a rejeitarmos, nem que seja um pouco só, a nossa fé cristã. São deleites e mais deleites, prazeres e mais prazeres, confortos. São dúvidas, incertezas, informações que nos tentam, que querem nos fazer desistir de crer naquilo que nos transformou, naquilo em que cremos pela fé.
O farto entretenimento, o conforto razoável de que dispomos, a falsa esperança científica, a aceitação tácita do poder estatal, a persuasão do sistema educacional (1), a abundante (cada vez mais) inclinação da mídia para a violência e para a sexualidade explícitas, invasivas, tudo isso e mais um pouco, nós mesmos as temos facilmente aceitado por vezes, sem nos indagarmos se estamos fortes o suficiente (a resposta sempre será não) para resistirmos a tudo isto, se o enfrentarmos de peito aberto.
Por outro lado, a cidade pode estar bem cercada, e as muralhas podem ser fortes e altas, mas ainda sim podemos ser vítimas do velho truque do cavalo troiano. Também de nada adiantará toda a construção bem feita de "muralhas" que protejam nosso eu, nossa "cidade", se abrirmos os portões e colocarmos para dentro coisas que parecem tão belas, presentes que, uma vez dentro de nós, só esperam o momento certo do sono, da distração, para o ataque, o ataque certeiro e derradeiro, a destruição da cidade desde dentro.
Nossa "cidade", nosso eu, deve estar bem construído, com bases e alicerces fundamentados na divina palavra. Nossas "muralhas" devem estar preparadas, resistentes, pois os ataques serão cada vez mais constantes e intensos. E nossos "guardas", nossos "vigias", devem estar em constante estado de atenção, para que não nos tornemos vítimas de incursões que, à primeira vista, nos pareçam coisas belas, coisas agradáveis, e depois acabem se tornando, em nós, verdadeiros "presentes de grego".
Este aliciamento secular tem nos tragado aos poucos. Precisamos mais do que nunca de uma mentalidade e uma fé voltadas para Cristo. A persuasão das ofertas mundanas tem sido cada vez maior, cada vez mais forte, e tem levado jovens e adultos a caminhos de frieza espiritual, indiferença, falta de temor, aceitação de um padrão de vida que pouco ou nada têm a ver com o que nos foi deixado por Cristo para que sigamos.


(1) - A respeito de como a educação, mormente direcionada pela ONU,  tem sido usada para subverter a mentalidade infanto-juvenil em nível mundial, leia o livro Maquiavel Pedagogo, de Pascal Bernardin.

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