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Beleza e feiúra

6.9.14
A fonte da verdadeira beleza foi abandonada. O criador do mundo, esquecido. O que tem nos restado, senão a feiúra?
A feiúra que nos rodeia tem criado muros. Muros altos.
Deixamos de ver o que há de belo no mundo, não mais temos conseguido enxergar.
Pequenas coisas belas tornaram-se majestosas, e muito do que nos rodeia tem sido negligenciado.
Não mais conseguimos prestar atenção sequer a uma bela formação de nuvens no céu. O canto dos pássaros já se tornou algo comum, sem que nele consigamos ver algo de apreciável.
O mundo tem desejado a feiúra, o grotesco, o vil. Não mais se preza por aquilo que vale a pena, por aquilo que encanta. O que temos hoje é o culto ao feio, ao mau gosto, às coisas desprezíveis.
O homem tem sido sistematicamente ensinado a gostar e valorizar aquilo que não tem o mínimo valor estético. Inundou-se o mundo com coisas horrivelmente feias.
O que se produz hoje como arte é simplesmente, em muitos casos, do pior gosto possível.
Mas minha intenção não é falar sobre arte moderna. Esta tem sido apenas uma demonstração de como o homem tem valorizado aquilo que não tem valor, que é feio, que é banal. O que percebo é que nós temos desprezado as demonstrações do que há de belo em nosso cotidiano. Cercados pela feiúra, vamos abandonando o costume de sequer observar as pequenas demonstrações de beleza que nos cercam, seja por meio daquilo que a natureza nos apresenta, seja por meio de demonstrações de amor e afeto, seja por meio da observação da realização da obra Divina, seja por meio do simples arranjo bem feito de uma música, de uma obra que, mesmo sendo simples, é bela em sua simplicidade.
Sim, vou me perdendo em palavras aqui. Mas é que há tanto a ser observado, e tão pouco nos damos a isto, que por vezes deixamos de observar algo que poderia nos enriquecer, nos dar verdadeiro prazer como homens.
O belo tem sido substituído pelo feio, pelo grotesco, por vezes. O que só demonstra a que estado de depravação temos chegado como homens.

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