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Defeitos, os meus

29.7.14
Sim, para nós é terrível ter de suportar os outros. Pessoas arrogantes, fúteis, tolas, chatas, imorais, interesseiras, bobas, seja lá mais qual defeito possam apresentar. Sim, muitos de nós consideramos insuportáveis pessoas que possuem estas e outras características.
Porém, o que pode ser mais insuportável do que aguentar pessoas assim todos os dias, todos os momentos?
Ser uma delas. Ou mesmo carregar várias delas em nós.
E se você é um ser humano, você sabe muito bem que possui inúmeros defeitos, os quais você terá de suportar, lutar contra. Carregamos defeitos semelhantes, e digo mais, terrivelmente piores. E por absoluta necessidade acabamos aceitando e nos acostumando com muitos deles, pois como somos nós os seus portadores, fica mais fácil conviver com eles, "aceitá-los". O problema, como sempre, são os outros. Os outros e os seus defeitos, muitos destes presentes também em nós, talvez mesmo de maneira mais intensa, mais aguda.
Talvez, sejamos mais chatos do que aqueles a quem reputamos chatos; ou mais imorais, ou mais hipócritas, ou mais tolos, etc. Sejam lá quais forem nossos defeitos, eles sempre podem, e muitas vezes são, piores que os dos nossos vizinhos. E o fato de os conhecermos, sabermos que eles estão em nosso íntimo, que mesmo que ninguém perceba nossos defeitos, eles estão lá e convivemos com eles inevitavelmente, deveria nos constranger a uma maior tolerância com os "insuportáveis" ao nosso lado.
O cisco do olho do vizinho sempre é mais aparente para quem não tem olhos prontos para ver a trave que está no seu.
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Pensamentos sobre a graça

23.7.14
Nunca vou compreender o amor de Deus em sua totalidade. Ninguém vai. Só nos resta aceitá-lo, senti-lo, buscá-lo, ansiá-lo, e sempre peço a Ele que eu possa desejá-lo mais e mais e mais. Nunca será o bastante, nem que for por uma eternidade, o que ainda sentiremos e viveremos junto à Ele.
Como nós, humildes pedaços de barro, poderemos compreender esta misericórdia? Qual a dimensão da misericórdia de Deus? Uma misericórdia que restaura o ser humano, e todo o universo.
Ele derrama de Si mesmo sobre nós abundantemente, nos dando Seu Santo Espírito, habitando em nós. É mais que só salvação do pecado, é nova vida, é vida pura, da fonte, a única vida pura e verdadeira que podemos sentir.
Nunca vou compreender o amor de Deus em sua totalidade. Nem senti-lo, tamanha a complexidade e magnanimidade do Seu amor. Eu, no pó, no pecado, e Ele me amando e me resgatando, sem barreiras, sem imposições, apenas pelo amor, apenas para trazer de volta ao morto homem a vida de que ele tanto precisa, e não sabe.
O que eu poderia ter feito? Obras? Quais seriam maiores que uma criação toda, para que eu pudesse habilmente me justificar ante Deus? A mim, só resta a obediência. E como não obedecer alguém que tanto te ama, alguém que se sacrificou por você? Como não devolver um pouco da vida que Ele abundantemente nos devolveu? Como não fazê-lo?
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