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Jornada

8.4.14

Dizem que o melhor da festa é a espera. Não sei se é verdade, mas sei que na vida cristã existe a concepção da caminhada, que inevitavelmente deve ser empreendida com zelo e disciplina por todo aquele que almeja chegar à "medida da estatura da plenitude de Cristo". É uma árdua jornada, mais longa para alguns do que para outros, segundo a concessão da graça divina. É uma caminhada inevitável, cujo desenrolar trará lutas, tristezas, dúvidas, mas também alegrias, vitórias, certezas ao fiel.
A caminhada parecerá um infindável e intransponível abismo, que separa o real do ideal, o ser do vir-a-ser, o que eu sou do que eu quero ser. Abismo que será transposto, não sem antes nos trazer muitas frustrações, afinal, "a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz".
A confiança nos é dada durante a jornada na lembrança e na fé. Lembrança do lugar que saímos, um sítio horrendo; e a fé nos faz enxergar o belo e glorioso porvir, cujas expectativas e esperanças serão facilmente e grandemente superadas por aquilo que viveremos, a realidade verdadeira, o despertar de um mundo cujas limitações que nos são impostas só nos permitem ver as "sombras" na parede.
A realidade final, para todo aquele que em Cristo confiou durante sua jornada, fará esta mesma ter parecido um mero sonho, cujo despertar nos faz tê-lo como uma lembrança, apenas uma lembrança que, por mais que nos tenha feito sentir, jamais se compara à vida consciente.


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