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Medium - @lhdessart

29.11.14
Tenho me dedicado a escrever no Medium. Para quem ainda não conhece, o Medium é uma rede social para quem gosta de ler e/ou escrever. Se gostou da ideia, meu perfil é @lhdessart. Acompanhe-me lá também!

P.S.: Passarei a escrever somente naquela plataforma agora. É mais simples e está mais de acordo com o que quero fazer. Encerro meu blog, nesta plataforma, por aqui, e convido você a me acompanhar no Medium
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Ignorância e horror

19.10.14
Onde existem tantas vozes, quantas incertezas, ou certezas. Confusões, males, súbitos. Não se sabe mais o que fazer, só há desordem, só há confusão.
Só se propaga a mentira, só se age impulsionado ou pelo medo ou pelo interesse. Uma baderna onde ninguém sabe nada, e quem sabe preferiria não saber.
Qual caminho tomar? Qual vereda seguir? Quando ninguém mais sabe ler os mapas, não saberá também indicar o caminho. E nesta confusão que se tornou sistema, meio de vida, você vai submergindo, atônito, pois percebe que é mais ignorado conforme mais altos, mais insistentes tornam-se teus gritos.
É o horror, o horror normalizado, o horror e a barbárie que passam a ser considerados a vida normal, o que está aí mesmo, algo que ninguém pode mudar. Pois para se mudar são tamanhas as exigências, que o esforço em apenas pensar neste sentido já causa desânimo.
Olha-se para os lados, olha-se para todos os lados, e só se enxerga a confusão. Não se tem um mísero vislumbre de uma luz, pequena que seja, lá no fim do túnel. Somente trevas, densas trevas. Horror.
Se a ignorância é uma benção, então todos têm sido abençoados. Se o conhecimento traz a responsabilidade, talvez ninguém, ao final, assuma a sua parcela de culpa.
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A invasão; ou, como estão nossas "muralhas"?

8.10.14
Aos poucos, discretamente, quase que imperceptivelmente, a semente implantada dos princípios mundanos, pagãos, foi germinando. Já oferece frutos, em abundância. Paganismo generalizado, eis a era em que estamos entrando novamente. O coração do servo de Deus que não estiver preparado será contaminado.
O contato constante com esta mentalidade anti-cristã que diariamente vai proliferando pode comprometer a vida daquele que não estiver construindo corretamente as "muralhas" em seu coração, "muralhas" de fé e disciplina, constância e submissão a Deus.
"Como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito", diz o provérbio de Salomão (25.28). Temos como cristãos a responsabilidade de rodearmos nosso ser com muros fortes, que só podem ser assim se forem construídos tendo por base os materiais a nós concedidos por Deus.
Deixando nosso eu exposto diante de uma sociedade extremamente corruptora, inevitavelmente pagaremos o preço e sofreremos a invasão, o saque, a pilhagem, quiçá mesmo a destruição, o incêndio. Seremos facilmente invadidos por toda espécie de inimigo de nossa alma. A cidade sem muros, o ser desarmado, um banquete farto aos saqueadores e aproveitadores.
Vejo que, ao mesmo tempo que tem parecido cada vez mais difícil fortalecermos, mesmo construírmos estes muros, nunca foi tão fácil sermos invadidos. Nós temos trazido os inimigos até os limites da nossa "cidade forte", que realmente não está tão forte assim, ainda que a nós não pareça. Estamos colocando inimigos terríveis diante dos nossos corações, das nossas mentes. Estamos aceitando a persuasão invasiva da maldade abundante que nos circunda, e temos feito pouco ou nenhum esforço para realmente combate-la. A sociedade pós-moderna tem, diariamente, um meio diferente de intimidação, de persuasão, de tentativa para nos levar a rejeitarmos, nem que seja um pouco só, a nossa fé cristã. São deleites e mais deleites, prazeres e mais prazeres, confortos. São dúvidas, incertezas, informações que nos tentam, que querem nos fazer desistir de crer naquilo que nos transformou, naquilo em que cremos pela fé.
O farto entretenimento, o conforto razoável de que dispomos, a falsa esperança científica, a aceitação tácita do poder estatal, a persuasão do sistema educacional (1), a abundante (cada vez mais) inclinação da mídia para a violência e para a sexualidade explícitas, invasivas, tudo isso e mais um pouco, nós mesmos as temos facilmente aceitado por vezes, sem nos indagarmos se estamos fortes o suficiente (a resposta sempre será não) para resistirmos a tudo isto, se o enfrentarmos de peito aberto.
Por outro lado, a cidade pode estar bem cercada, e as muralhas podem ser fortes e altas, mas ainda sim podemos ser vítimas do velho truque do cavalo troiano. Também de nada adiantará toda a construção bem feita de "muralhas" que protejam nosso eu, nossa "cidade", se abrirmos os portões e colocarmos para dentro coisas que parecem tão belas, presentes que, uma vez dentro de nós, só esperam o momento certo do sono, da distração, para o ataque, o ataque certeiro e derradeiro, a destruição da cidade desde dentro.
Nossa "cidade", nosso eu, deve estar bem construído, com bases e alicerces fundamentados na divina palavra. Nossas "muralhas" devem estar preparadas, resistentes, pois os ataques serão cada vez mais constantes e intensos. E nossos "guardas", nossos "vigias", devem estar em constante estado de atenção, para que não nos tornemos vítimas de incursões que, à primeira vista, nos pareçam coisas belas, coisas agradáveis, e depois acabem se tornando, em nós, verdadeiros "presentes de grego".
Este aliciamento secular tem nos tragado aos poucos. Precisamos mais do que nunca de uma mentalidade e uma fé voltadas para Cristo. A persuasão das ofertas mundanas tem sido cada vez maior, cada vez mais forte, e tem levado jovens e adultos a caminhos de frieza espiritual, indiferença, falta de temor, aceitação de um padrão de vida que pouco ou nada têm a ver com o que nos foi deixado por Cristo para que sigamos.


(1) - A respeito de como a educação, mormente direcionada pela ONU,  tem sido usada para subverter a mentalidade infanto-juvenil em nível mundial, leia o livro Maquiavel Pedagogo, de Pascal Bernardin.

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Beleza e feiúra

6.9.14
A fonte da verdadeira beleza foi abandonada. O criador do mundo, esquecido. O que tem nos restado, senão a feiúra?
A feiúra que nos rodeia tem criado muros. Muros altos.
Deixamos de ver o que há de belo no mundo, não mais temos conseguido enxergar.
Pequenas coisas belas tornaram-se majestosas, e muito do que nos rodeia tem sido negligenciado.
Não mais conseguimos prestar atenção sequer a uma bela formação de nuvens no céu. O canto dos pássaros já se tornou algo comum, sem que nele consigamos ver algo de apreciável.
O mundo tem desejado a feiúra, o grotesco, o vil. Não mais se preza por aquilo que vale a pena, por aquilo que encanta. O que temos hoje é o culto ao feio, ao mau gosto, às coisas desprezíveis.
O homem tem sido sistematicamente ensinado a gostar e valorizar aquilo que não tem o mínimo valor estético. Inundou-se o mundo com coisas horrivelmente feias.
O que se produz hoje como arte é simplesmente, em muitos casos, do pior gosto possível.
Mas minha intenção não é falar sobre arte moderna. Esta tem sido apenas uma demonstração de como o homem tem valorizado aquilo que não tem valor, que é feio, que é banal. O que percebo é que nós temos desprezado as demonstrações do que há de belo em nosso cotidiano. Cercados pela feiúra, vamos abandonando o costume de sequer observar as pequenas demonstrações de beleza que nos cercam, seja por meio daquilo que a natureza nos apresenta, seja por meio de demonstrações de amor e afeto, seja por meio da observação da realização da obra Divina, seja por meio do simples arranjo bem feito de uma música, de uma obra que, mesmo sendo simples, é bela em sua simplicidade.
Sim, vou me perdendo em palavras aqui. Mas é que há tanto a ser observado, e tão pouco nos damos a isto, que por vezes deixamos de observar algo que poderia nos enriquecer, nos dar verdadeiro prazer como homens.
O belo tem sido substituído pelo feio, pelo grotesco, por vezes. O que só demonstra a que estado de depravação temos chegado como homens.
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Algumas palavras sobre as eleições

2.9.14
O bom observador percebe, e estas eleições têm deixado muito evidente, o fato de que o brasileiro não vota com a razão, mas com a emoção. O despontar súbito de uma candidata que, em poucos dias, assume a primeira posição nas pesquisas, sendo colocada como uma "terceira via" dentro da disputa à presidência, praticante de uma suposta "nova política" é uma boa demonstração disto. 
Infelizmente, o que o brasileiro deseja não é somente um presidente, mas sim um "messias". Um ex-presidente (vários, na verdade) carregou consigo (e, para muitos, ainda carrega) uma imagem parecida com a de um "grande líder", uma espécie de messianismo, e conquistou muitos corações, por duas vezes, na última década.
Falta-nos o desejo de aprender. E como, desde cedo, o cidadão brasileiro aprende passivamente que, acima de um pai ou uma mãe, ele deve ter um estado que lhe dê sustento e apoio em tudo, ou quase tudo, não é para menos que este mesmo cidadão dirija-se sempre às urnas encantado pelo discurso que, teoricamente, mais lhe promete, mais demonstre que o estado o servirá, e que ele não precisará fazer muita coisa, apenas se deixar ser sustentado por este grande e bondoso pai, na pessoa de seu "grande líder", de seu "messias da última hora".
É triste ver que muitos, senão a maior parte da população, acredita que somente mudando-se as peças do jogo político, as coisas andarão, o país subitamente mudará da água para o vinho, e todos viveremos "novos dias", ou de repente "um sonho", ou qualquer outra espécie de chavão eleitoral.
A mudança, o brasileiro sempre a espera, e sempre a deseja, mas não de si mesmo. Não desejamos mudar a nós mesmos, mas sim que o outro, este famigerado outro, mude. Que o outro deixe de ser corrupto, ladrão, mesquinho, etc. Não sabemos, não conseguimos enxergar a nossa corrupção diária, nossos deslizes já costumeiros, não desejamos corrigir nosso "jeitinho brasileiro", pelo contrário, nos orgulhamos dele, dando-lhe status de patrimônio cultural.
Para não mudar a si próprio, o brasileiro continua acreditando poder mudar toda a situação de pobreza, seja a monetária, seja a moral, ou a intelectual, apenas por meio do voto. O cidadão destas terras ainda crê, e vejo que assim será por muito tempo, que as coisas mais elementares da vida comum podem ser mudadas da noite para o dia por meio das "canetadas" daqueles que exercem o poder (e muitas tentativas neste sentido têm sido feitas por nossos governantes...)
Eis a verdadeira pobreza. Um povo que até quando se une para protestar contra "tudo o que está aí", exige que as mudanças seja feitas começando-se de cima. Nenhuma casa é construída de cima para baixo; não dá pra se colocar o telhado numa casa que não possua paredes e alicerce. Protestar contra "tudo o que está aí" é a demonstração clara de que o povo não sabe definir contra o que protesta, contra o que está lutando, ou a favor de quê. Ergue seus cartazes, e simplesmente joga pra fora sua insatisfação, acusando a tudo e a todos (quando não quebrando...), sem pensar em protestar contra si próprio. 
Desembocando nas eleições, o protesto tornou-se o voto contrário ao governo atual (que também se diz "messiânico", ou pior, "criador de um novo país"), e o brilho de esperança nos olhos de qualquer candidato cujo discurso apresente como que sonhos e visões de um futuro melhor, vislumbres de algo novo, mas que em nada difere do velho, do atual, arrebata as multidões ávidas pelas mudanças, mas que são incapazes de mudar a si próprias, que na verdade sequer desejam isto.
"Messias" há muitos, e eles reaparecem, em maior ou menor grau, em todo período eleitoral. E o cidadão brasileiro sempre adora ser levado de arrasto pelos inflamados discursos, pelas belas palavras desprovidas de sentido, camuflagens da realidade. Mas o messianismo começa a terminar justamente quando vira o calendário, quando a faixa presidencial é passada, quando o "messias" assume o posto presidencial. Aí começará, quase que instantaneamente, a busca por um "novo messias". Aí começará, ou melhor, continuará a dura realidade de um povo que prefere viver dias de sonhos e visões a uma vida de trabalho, conscientização e entendimento e, acima de tudo, reeducação.
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Opiniões

16.8.14
Eu acredito já ter escrito a respeito do mesmo tema no antigo blog, mas insisto, pois isso é uma coisa que me preocupa, e um erro que todos nós sempre cometemos.
Dias atrás, enviei uma pedido para alguns amigos, para que assinassem uma petição favorável à regulamentação da educação domiciliar (homeschooling) no Brasil. Um de meus amigos (que provavelmente lerá esta postagem) disse-me que assinaria somente após se informar mais acerca do assunto. Ou seja, fez o correto. Foi procurar saber primeiro de que se tratava para, depois, poder opinar sobre.
O nosso grande problema, algo que tem piorado com os tempos, é que pensamos poder opinar sobre quase tudo. E colocamos nossas opiniões, na maior parte das vezes, não sobre fatos, não sobre uma base lógica, racional, não sobre o que é, mas insistimos em opinar segundo o que sentimos a respeito, ou pior, sobre o que alguém nos disse a respeito, às vezes, pessoas que nem conhecemos bem.
Meu amigo poderia muito bem ter assinado por pensar que eu estava dizendo algo de valioso. Para mim é. Para ele, pelo menos até aquele momento, não, ou por nunca ter pensado no assunto, ou por nem saber sobre aquela realidade, ou por não se importar mesmo.
Mas o fato de ele desejar primeiro buscar informações para depois opinar sobre aquele assunto, ainda que fosse uma mera petição feita num site, já demonstra que ele respeita o opinar corretamente. Não agiu simplesmente para agradar a um amigo. Buscou agir em conformidade com a realidade, com fatos. Não quis me agradar, mas sim verificar se o que eu estava lhe pedindo valeria a pena, se era uma luta digna de ser travada, no caso.
Quase todos os dias precisamos opinar sobre alguma coisa, e o grande problema é que grande (senão a maior) parte dos assuntos acerca dos quais precisamos ou desejamos opinar são coisas das quais não temos o menor conhecimento para fazê-lo.
Seria muito mais interessante, e uma bela demonstração de humildade, se procurássemos saber sobre aquilo de que estamos falando, sobre o que estamos opinando. Seria mesmo uma demonstração de interesse, de procurar aumentar nosso conhecimento, entendendo melhor assuntos dos quais não temos conhecimento necessário ou suficiente.
Abraçamos muitas ideias que não condizem em nada com as nossas, simplesmente porque assentimos com assuntos que são extremamente complexos, ou dos quais temos menos informações do que pensamos ter.
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Sobre a meditação

2.8.14
O estilo de vida corrido, agitado, quase "imparável" em que estamos inseridos tem nos feito muito mal. E não digo isto com relação a males físicos que possamos sofrer por conta da falta de tempo, relacionada à falta de cuidados com o corpo, estresse, ritmo de vida agitado. Digo isto em relação à falta de tempo, e não apenas isto, mas ao desperdício do mesmo também, e estas coisas relacionadas com a nossa saúde mental e espiritual.
É visível a avidez das pessoas por preencherem seu parco tempo vago com atividades excessivamente banais. Atualmente, ninguém mais se importa em parar, sentar-se um pouco, respirar e pensar. Pensar na vida, no mundo à sua volta, desconectando-se do resto, mas não para ficar conectado na "grande rede"...
O esquecimento, o abandono da prática da meditação por parte do cristão é um problema sério. O cristão que abandona a prática não dá tempo para que a palavra de Deus penetre em sua mente e coração, mantendo uma postura de superficialidade diante do que o Senhor quer lhe ensinar.
A possibilidade de entretenimento contínuo, portátil, constante, em qualquer hora e lugar, tem feito muitos cristãos desprezarem e desperdiçarem momentos que poderiam ser de profundo aprendizado das coisas de Cristo, "em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e ciência".
Preferimos "matar" o tempo passando pela "timeline" de alguma rede social, ou então com conversas vãs, "zapzapeando" futilidades, assistindo a programas que abusam da passividade da nossa mente, recorrendo às distrações mentais; enfim, esquecendo-nos completamente de aproveitar cada oportunidade, de que os dias são maus, e que deveríamos investir e perseverar nas disciplinas da mente, mormente oração e meditação, para que possamos ouvir a voz do Pai, aquilo que Ele quer transmitir a nós, nos levar a entender, para que sejamos frutíferos em nossa caminhada rumo à Terra Prometida.
Nossas cabeças estão lotadas de distrações, tornando quase impossível o pensamento centrado em Deus. Não procuramos desenvolver o "sentido de presença de Deus"[1]. Apenas vamos deixando as coisas passarem pela nossa mente, como se esta fosse um saco furado, uma peneira sem rede. Nada fica, nada para. Não nos dispomos à disciplina da meditação. Não entendemos bem que é necessário tempo e silêncio (exterior e interior) para uma meditação mais profunda, um contato mais íntimo com a pessoa do Santo Espírito.
Estas coisas, tempo e silêncio, têm se tornado cada vez mais escassas. Vivemos numa sociedade barulhenta e apressada, inimiga do pensar, do meditar, inimiga do aprofundamento em Deus, prática que tão cara deveria ser a nós, cristãos.

[1] - Irmão Lourenço - A prática da presença de Deus

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Defeitos, os meus

29.7.14
Sim, para nós é terrível ter de suportar os outros. Pessoas arrogantes, fúteis, tolas, chatas, imorais, interesseiras, bobas, seja lá mais qual defeito possam apresentar. Sim, muitos de nós consideramos insuportáveis pessoas que possuem estas e outras características.
Porém, o que pode ser mais insuportável do que aguentar pessoas assim todos os dias, todos os momentos?
Ser uma delas. Ou mesmo carregar várias delas em nós.
E se você é um ser humano, você sabe muito bem que possui inúmeros defeitos, os quais você terá de suportar, lutar contra. Carregamos defeitos semelhantes, e digo mais, terrivelmente piores. E por absoluta necessidade acabamos aceitando e nos acostumando com muitos deles, pois como somos nós os seus portadores, fica mais fácil conviver com eles, "aceitá-los". O problema, como sempre, são os outros. Os outros e os seus defeitos, muitos destes presentes também em nós, talvez mesmo de maneira mais intensa, mais aguda.
Talvez, sejamos mais chatos do que aqueles a quem reputamos chatos; ou mais imorais, ou mais hipócritas, ou mais tolos, etc. Sejam lá quais forem nossos defeitos, eles sempre podem, e muitas vezes são, piores que os dos nossos vizinhos. E o fato de os conhecermos, sabermos que eles estão em nosso íntimo, que mesmo que ninguém perceba nossos defeitos, eles estão lá e convivemos com eles inevitavelmente, deveria nos constranger a uma maior tolerância com os "insuportáveis" ao nosso lado.
O cisco do olho do vizinho sempre é mais aparente para quem não tem olhos prontos para ver a trave que está no seu.
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Pensamentos sobre a graça

23.7.14
Nunca vou compreender o amor de Deus em sua totalidade. Ninguém vai. Só nos resta aceitá-lo, senti-lo, buscá-lo, ansiá-lo, e sempre peço a Ele que eu possa desejá-lo mais e mais e mais. Nunca será o bastante, nem que for por uma eternidade, o que ainda sentiremos e viveremos junto à Ele.
Como nós, humildes pedaços de barro, poderemos compreender esta misericórdia? Qual a dimensão da misericórdia de Deus? Uma misericórdia que restaura o ser humano, e todo o universo.
Ele derrama de Si mesmo sobre nós abundantemente, nos dando Seu Santo Espírito, habitando em nós. É mais que só salvação do pecado, é nova vida, é vida pura, da fonte, a única vida pura e verdadeira que podemos sentir.
Nunca vou compreender o amor de Deus em sua totalidade. Nem senti-lo, tamanha a complexidade e magnanimidade do Seu amor. Eu, no pó, no pecado, e Ele me amando e me resgatando, sem barreiras, sem imposições, apenas pelo amor, apenas para trazer de volta ao morto homem a vida de que ele tanto precisa, e não sabe.
O que eu poderia ter feito? Obras? Quais seriam maiores que uma criação toda, para que eu pudesse habilmente me justificar ante Deus? A mim, só resta a obediência. E como não obedecer alguém que tanto te ama, alguém que se sacrificou por você? Como não devolver um pouco da vida que Ele abundantemente nos devolveu? Como não fazê-lo?
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Fé e sentimentos

29.6.14
Paulo, no sétimo capítulo da carta aos Romanos, já demonstrava com toda clareza a severa luta do cristão contra o pecado; a dura rotina daquele que serva a Cristo, cuja continuidade só pode ser suportada graças a bendita ajuda do Santo Espírito. Luta esta que se avoluma conforme passam os anos.
O atual estágio de degradação moral ao qual chegou nossa sociedade só faz esta luta crescer. Nestes dias o pecado é lançado com todo o vigor na nossa face, sem que precisemos procurar por ele. A destruição da cultura cristã vai devolvendo a sociedade ao estágio do barbarismo. 
O cuidado que o cristão precisa tomar é justamente este: não deixar-se ser invadido por este "barbarismo". É a constante tentativa de emersão do velho homem, o homem bárbaro, o homem voltado para a natureza carnal, cuja satisfação em nossos dias vai sendo cada vez mais facilitada.
Este barbarismo intrínseco habita em cada um de nós, e em alguns seus impulsos se mostram mais fortes, mais incisivos que em outros. Não é algo que possa ser vencido por força humana, como já o disse, me referindo à capacitação para suprimi-lo por meio da graça do Espírito Santo. 
As inclinações da carne, passando pela sua concupiscência, chegando à mente inclinada para as suas [da carne] coisas, inimiga do Espírito, inimiga do bem humano, precisam ser levadas cativas, submetidas de modo absoluto à autoridade do único capaz de ordenar as coisas no ser humano: Deus.
A supressão da razão em detrimento dos sentimentos tem ajudado e muito a ampliar este estrago. E inevitavelmente esta mentalidade "emocionalista" adentra muitos corações que sentem ser cristãos, não por uma firme confiança baseada na pessoa divino-humana, Jesus Cristo, e nas promessas de Deus através de Sua palavra, mas pelo sentimento simples e único de pertencimento, de bem estar em algo que ainda não compreenderam bem. O grande perigo é a substituição da fé pela emoção.
O que se tem visto é a emoção pura no lugar da fé. O que se tem visto é a emoção não redimida pelo Filho, não disciplinada pelo Espírito, vindo à tona como substituta da fé. Crê-se por meio do sentir, e quando a emoção se esvai, consequentemente, também o faz o que se considerava ser a fé. Sobram sentimentos de frustração e medo, a falta de um norte fixo e imutável, cujo alcance não se dá por meio de sentimentos, mas por meio da fé mesma, a fé que é certeza, fundamento, como explícito no déimo primeiro capítulo de Hebreus.
A troca da fé embasada em fatos e promessas divinas pelo simples sentimento de crença tem trazido severos problemas à igreja. Nada mais é que uma espécie de barbarismo, o aflorar do sentimento decaído humano, que apesar de depravado ainda precisa e ainda sente a necessidade da busca de algo em que se fiar. Mas busca pelos caminhos errados, pois só pode alcançar o caminho correto através da graça concedida por Deus, através da pregação de Sua palavra e da ação do Seu Espírito.
Invertendo-se o papel da fé com o da emoção, sobram pessoas suscetíveis ao abandono rápido do que se acredita ser a fé, ou mesmo pessoas cuja crença e o fervor espiritual vai e vem, como ondas, de acordo com o estado de ânimo da mesma. O deixar-se levar pelo emocionalismo como se fosse fé é a vitória do lado emocional "bárbaro" do ser humano, pois o homem re-orientado pelo Espírito Divino terá suas emoções no lugar correto; desenvolvendo o fruto do Espírito que nele age será um homem equilibrado, temperante, em maior ou menor grau, mas que não será impelido para perto ou longe da fé por causa de simples emoções, as quais, redimidas, deveriam seguir e fortalecer a fé, como resultado das experiências vivídas na direção do Espírito, e não embasá-la.
Na luta diária do cristão, muitos têm errado e deixado a sua "fé" ser pautada pelas emoções, quando antes a ordem deveria ser a inversa. São fruto dos nossos tempos, onde a valorização do subjetivo, da experiência interior, do sentir, tem suprimido o papel da razão, do pensar. O controle do homem sobre si mesmo deve ser feito pela razão, claro, não se suprimindo os sentimentos numa frieza absoluta, mas sujeitando-os, fazendo-os obedecer ao que é correto, ao que é necessário sentir. A razão, por sua vez, precisa ser redimida e reorganizada por Cristo, para que possa ter a capacidade real de estar no controle, para que pense segundo a "mente de Cristo", e aplique os sentimentos àquilo que é correto, que é bom, justo, que agrada ao Pai.
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Pensamentos sobre a civilização

23.6.14
É fato que a derrocada da civilização judaico-cristã, o famoso "Ocidente", tem trazido após si um vácuo monstruoso, que só não é maior que as barbaridades que têm sido usadas como tentativa de preenchimento deste próprio vácuo, começando pela relativização e personalização da verdade (ou, neste caso, verdades), ou mesmo a criação de pseudo-verdades, passando pelo descrédito para com as coisas sagradas, que resultou, ironicamente, em tentativas, ou de se "dessacralizar" tudo, ou de jogar quase tudo num pacote de "sacralização"; chegando em dias como os nossos, onde a mentalidade das pessoas tem cada vez mais se tornado irreverente em relação não apenas às coisas sacras, mas mesmo aos valores universais como o amor, a bondade, a justiça, a misericórdia etc.
Vindo no embalo deste vácuo, o ser humano, cujo coração não se contenta com o que é passageiro, vai buscando algo para se eternizar, parafraseando Unamuno, e não consegue se desprender da ideia de algum tipo de justiça superior, ou mesmo dos valores universais, ainda que tendam a relativizá-los fortemente na teoria, ainda que muito pouco na prática. Afinal de contas, numa situação de forte confrontação, poucos valorizariam a verdade de quem lhes confronta, ainda mais se esta lhes parecer algo que foge da lógica, ou do entendimento comum.
Voltando à degradação da sociedade, vejo que o ser humano precisa, ainda que não entenda como, de algum tipo de autoridade, mesmo que imprecisa e vaga, sobre si. Na verdade, vejo isso como o anseio perdido da busca pela direção divina, perdida lá no Éden, quando Adão acreditou que poderia decidir tudo por si mesmo, e sentiu o poder de Deus em sua vida, não como um poder de criação, mas como um poder de julgamento, o peso do pecado, a morte.
Dentro desta necessidade de direção, o homem caído tem acreditado, ao longo dos séculos de sua existência, que pode alcançar algum tipo de unidade de propósito, desde local até mundialmente falando. Vide, como exemplo, os esforços feitos em Babel, e o constante debate sobre formas de governo, que vem desde os antigos. Ou mesmo os "ismos", amplamente inspirados pela mentalidade revolucionária, que existem no mundo contemporâneo.
Chegando aos nossos tempos, o "homem ocidental" tem enfrentado problemas, alguns dos quais aumentados, outros reais, outros simplesmente inventados, e tem sofrido um tipo de influência permanente no sentido de fazer parte de algo maior, no sentido de deixar de valorizar o ser um indivíduo (uma espécie de diluição da individualidade, coisa que começa lá na escola), valorizando mais o ser parte em uma sociedade, paradoxalmente cada vez mais pluralista e menos tolerante, que em sua mente vai, aos poucos, sendo formatado um padrão de possibilidade da criação de um "mundo melhor", um slogan com forte apelo emocional, afinal de contas, quem lutaria por um "mundo pior"?
O grande problema é que diante de uma vontade caída e apartada do conselho divino, e com um forte senso de "pertencimento"a algo maior, que de fato deveria ser Deus, o homem vai se entregando a uma espécie de ente social vago e gigantesco, se tornando parte de uma forma de vida que cada vez mais se expande, e cujo anseio sempre será no sentido de sua própria ampliação. Alguns diriam aqui que estou falando do Estado, mais vejo algo pior, maior e pior. Muito mais que um Estado, vejo isto como a disposição total do espírito humano no sentido de se tornar absoluto. Talvez, na linha do "imperativo categórico", do poder real, total e invisível do Estado, parafraseando Gramsci. Mas não vejo isto como algo restrito a nações. Vejo como uma disposição da mentalidade ocidental, mas do ocidente pós-moderno, o ocidente que valoriza a "diferença", a pseudo-tolerância, o pluralismo, que há muito tem buscado destruir sua herança cultural, aquilo que o formatou, e lhe possibilitou justamente a liberdade que o levou ao auto-questionamento. Alguns benefícios acabam se tornando mortais se não corretamente administrados.
Nesta linha de pensamento, neste desejo da transformação social, de uma espécie de revolução final rumo ao "mundo melhor", é inevitável que a disposição humana se entregue a quem arrogue para si a vontade, os meios, os contatos e o poder para fazê-lo. Dentro do vácuo pós-moderno, o ser humano continua desejando alguém para levá-lo à "terra prometida", mas o que seria melhor do que fazer parte deste projeto, e, quem sabe, provar o "leite e o mel" que nesta terra jorrariam?
Partindo daí, muitos, na história humana, se aproveitaram para impor uma agenda de devastação e morte, com as escusas de estar abrindo o caminho para o "mundo melhor". Mas a visão dos terrores engendrados por impérios, ditaduras, déspotas, e principalmente no último século pelos regimes irmãos nazismo e comunismo, deixou patente na humanidade que há um custo nisso, e que a estrada não tem fim, muito menos o fim glorioso que promete. Ainda assim, o ser humano continua disposto a entregar-se a tais "profetas do amanhã", e o que é pior, acreditando estar já vacinado ante as atrocidades morais já citadas, justamente resultado de serem tão próximas a nós. Se engana, pensando que uma coisa ruim não pode e reinventar e se tornar algo pior, justamente aparentando estar destruída, como é o caso do comunismo, tão declaradamente acabado, e mais vivo que nunca entre nós, iludidos e ingênuos ocidentais.
A respeito de como a degradação moral e religiosa do ocidente tem sido realizada (e não acontecido fortuitamente, como alguns pensam), há sites, livros e artigos o suficiente para um bom entendimento sobre o assunto.
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Comodidade e comodismo

21.6.14
É ótimo dispormos de facilidades em nossa vida. Desde um controle remoto que nos permita passar por toda a programação televisiva do momento, ao forno microondas, que deixa a água rapidamente quente para o nosso chá, passando pelos smartphones e tablets, que nos permitem navegar na internet, acessar redes sociais, bater papo, sem sair do sofá, ou em qualquer lugar. Tudo isso é ótimo, e como ferrenho defensor do livre mercado, que permite o desenvolvimento e a disseminação de novas tecnologias em abundância, penso que é ótimo mesmo termos tantas tecnologias que nos permitam poupar tempo, que nos permitam conversar com pessoas que, muitas vezes, dificilmente teríamos oportunidade de encontrar.
Tudo isto ótimo. Até certo ponto.
Apesar de todas as vantagens de que dispomos, constantemente estas comodidades tornam-se para nós motivos, mesmo inconscientes, silenciosos, para o comodismo. Talvez estejamos aceitando o comodismo como a forma normal de vivência. Conforme as coisas vão ficando mais fáceis, tendemos a acomodar nossa existência ao desejo da continuidade da facilidade, mas em todas as suas áreas.
Vou fazer uma comparação meio esdrúxula, mas que te fará entender melhor.
Gosto muito de futebol, muito mesmo. Quem acompanha sempre a vários jogos sabe que quando um time percebe que o jogo é fácil, que o adversário não apresentará muitos riscos, geralmente joga com certa displicência, sem aquele foco constante que seria exigido numa partida mais parelha, contra um adversário mais difícil. Na maioria das vezes, o time mais forte acaba vencendo mesmo, quiçá goleando. Mas em certos casos, as famosas "zebras", o time mais fraco acaba aprontando, mesmo vencendo. Tudo por causa do comodismo do time mais forte, pensando que poderia fazer o resultado a qualquer momento, coisa que não aconteceu.
A nossa vida apresenta situações semelhantes. Quando estamos rodeados de facilidades tendemos a acomodar nossa existência a esta mesma facilidade. Pense nos desafios de homens e mulheres de tempos antigos, que não dispunham de facilidades como temos hoje, mas que chegavam a desbravar regiões inóspitas, enfrentar exércitos enormes, criar as facilidades, as tecnologias; ou então, para ficarmos com os exemplos bíblicos, saíam de lugares cômodos, como o seio familiar, buscando a promessa Divina, como fez Abrão; ou então rodavam meio mundo pregando o evangelho, não pensando sobre o amanhã, a não ser na continuação da pregação, como os primeiros evangelistas, ou Paulo, sem a disponibilidade de meios de transporte rápido como possuímos hoje.
Não que hoje não existam homens e mulheres dispostos, valentes, corajosos. Existem, muitos. Mas a tendência de uma sociedade que vai se acostumando com a comodidade e a acomodação. E não apenas a acomodação "corporal", digamos, mas também a acomodação moral.
Quase tudo que facilitou a vida acabou nos tornando um tanto indolentes. Vamos nos acostumando a ter tudo de maneira mais fácil, e isto vai se tornando intrínseco em nós. E se tudo pode ser mais fácil na vida material, na espiritual caímos nesta armadilha, que já está pré-armada, digamos assim, pela própria natureza corrompida que possuímos.
A idolatria sempre foi o meio fácil, cômodo, de o homem aplacar a divindade. Crie um deus cujas características assemelham-se ao ser humano e pronto: ele também se acomodará aos nossos sacrifícios. Ou mesmo nosso ego será aplacado pela criação de um sistema religioso que aplaque não a um deus hipotético, mas ao temor natural da morte que existe no ser humano em decorrência do pecado.
Para o cristão, são tempos difíceis. A mornidão nada mais é que o comodismo traduzido em aceitação passiva de uma crença largamente digerida, cujo efeito vai se tornando inócuo com o passar do tempo, pela falta da continuidade do temor, pelo esquecimento do efeito da graça salvadora de Cristo. A religião fria e constante se torna a regra, e o desejo da santificação e do constante conhecimento e relacionamento com Deus vai cessando aos poucos.
Me estendi um pouco aqui, e nem mesmo desenvolvi o texto como poderia. Foi apenas uma ideia, uma ideia solta, como diz o nome do blog, que me ocorre sempre que percebo a passividade com que temos encarado as coisas ultimamente. Nossa mornidão precisa ser curada, para que o comodismo não se torne uma corrente constante na nossa vida.
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Santuário em construção

6.6.14
1 Cr. 22.19 Disponde, pois, agora, o vosso coração e a vossa alma para buscardes ao Senhor, vosso Deus; e levantai-vos e edificai o santuário do Senhor Deus, para que a arca do concerto do Senhor e os utensílios sagrados de Deus se tragam a esta casa, que se há de edificar ao nome do Senhor .

Disposição é necessária, e a busca ao Senhor imprescindível para a edificação do Seu santuário, que hoje somos nós, cuja edificação como servos e igreja ainda não está completa, mas vai sendo realizada pela operação do Espírito e dos dons dados por Ele à igreja, para que esta realize o seu aumento, e cresça, visando alcançar a estatura de Cristo (Ef. 4:11,16)
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Dicas de aplicativos - Evernote

31.5.14
Saindo um pouco do usual, creio que seja de proveito para os que ainda não conhecem eu apresentar alguns aplicativos que utilizo. Pretendo também começar a apresentar aqui alguns blogs e sites com textos, recursos ou mesmo que tratem de assuntos que me interessam, e que eventualmente possam interessar a você também.

Não costumo escrever a respeito disso, mas estou tentando desenvolver o blog com um pouco mais de amplitude desta vez, e não quero apenas tratar de assuntos ligados somente ao cristianismo, ainda que como cristão trato as coisas segundo a minha fé. Vamos lá.

Um aplicativo que me agrada muito, o qual tenho utilizado bastante (e que, se você ainda não conhece, deveria) é o Evernote, nada mais que um baita organizador. De uma lista de afazeres, até a criação de um subsídio para uma aula, anotações, rascunhos, mesmo o esboço de uma pregação (se o seu pastor não se importar por você utilizar o tablet no púlpito..), é possível utilizá-lo de várias formas. Eu o utilizo bastante na preparação das aulas de escola bíblica. Você pode utilizá-lo no tablet, celular, computador (mesmo diretamente do navegador, ou por meio de widgets). Para o Mac é possível baixá-lo na AppStore.

Nele é possível a criação de cadernos, separando os assuntos da maneira que você achar mais cômodo. A versão Premium, que utilizo, é a ideal (e quem é cliente da Vivo ganha um ano gratuitamente da Premium...), mas a versão simples já se torna uma mão na roda para quem precisa deste tipo de recurso.
Existe até uma versão Business, voltada para empresas (óbvio...).

Acredito que seja um dos melhores aplicativos que existam no mercado hoje. Muito versátil e útil.

Deixo esta dica por aqui hoje. Se você já conhece o aplicativo e quer deixar alguma impressão sobre sua utilização, ou alguma dica, comente, fique à vontade.
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Perseguição - uma breve meditação

25.5.14
É temeroso pensar, verificando-se o atual desenvolvimento da sociedade, seja nacional ou mundial, aonde poderemos parar em poucos anos. Num mundo que cada vez mais vai se barbarizando, vai sendo tomado pelo pensamento revolucionário destrutivo, que tem passado como avalanche sobre a sociedade mundial, em maior escala sobre o que é conhecido como "ocidente cristianizado", através da infiltração de seus agentes em praticamente todas as esferas e instituições sociais, mais que nunca deve o cristão aprofundar seu relacionamento e sua confiança no Pai, no Filho e no Santo Espírito.
Chegará um momento para nós semelhante ao que milhões ao redor do mundo já vivem, por professarem a fé cristã: a perseguição sistemática, aberta e incentivada, o que já acontece fartamente em praticamente todos os países cuja fé é majoritária ou totalmente islâmica, ou então em nações que possuem governos inclinada ou assumidamente despóticos ou comunistas.
Perceber que estas coisas acontecerão inevitavelmente já não é tão complicado. Vide os sistemáticos ataques à família e ao que se chama cristianismo, seja qual for sua vertente, por meio da mídia em geral, do aparato (des)educacional estatal, do desenvolvimento filosófico dos últimos séculos, enfim, de quase tudo o que nos cerca trazendo informação, forjada desde sua raiz para demolir desde os alicerces o edifício civilizacional ocidental, a cultura judaico-cristã, que há séculos já vem sendo atacada desde fora e também desde dentro.
Não há religião que tenha sofrido perseguição tão constante, tão ampla, por tanto tempo, por tantos de seus membros, como o cristianismo sofreu e ainda sofre. Só não acredita quem não quer conhecer sobre o assunto. Milhões e milhões têm sido diariamente ensinados que o maior mal do mundo é justamente a fé que este mesmo mundo quase sempre perseguiu e tentou suprimir, mais que nunca nos dias atuais.
A ampliação das perseguições persistirá. Não vejo como poderíamos ter um prolongamento mais amplo da história mundial; não vejo como poderíamos viver mais alguns séculos ou milênios com tamanha supressão da fé em Cristo.
Ao cristão, não digo que resta apenas o bom combate em Cristo, pois o combate não é algo marginal, mas a própria essência da verdadeira vida cristã. Seja o combate inicial contra a própria natureza corrompida, seja mesmo o combate cultural que todo cristão deve travar em meio à sociedade onde inserido. O que fica claro é que os ataques só farão aumentar, certamente.
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Aos poucos

22.5.14
Aos poucos a rotina se estabelece, e você acredita que está no passo certo de sua fé. Tudo passa a ser normal: as pessoas, as palavras, o cumprimento, a pregação, a oração, as conversas. Tudo tem o seu tempo pré-estipulado, tudo está coordenado, a sua atenção está em todos os detalhes, e não apenas no que importa naquele momento. As paredes do templo vão se tornando mais familiares a cada dia, mais aconchegantes, mais convidativas à permanência.
Aos poucos, o cuidado na busca pela santidade vai sendo substituído por aquela confiança quase imperceptível, aquela que você sabe possuir mas não admite, acreditando que a sua confiança ainda está sendo colocada em Deus.
Aos poucos, você começa a aceitar aquilo que repudiava; começa a andar nos caminhos que evitava; coloca-se perigosamente, brincando, na beirada de altos e perigosos precipícios chamados tentações.
Aos poucos, o que era fé no sobrenatural, aquele arrepio, aquela reverência, torna-se simplesmente um rito diário, semanal ou, quiçá, mensal, no pior dos casos. O culto mais importante de todos, a Santa Ceia, passa a ser praticamente o único. A comunhão, antes tão alimentada, tão procurada, passa a ser um fardo, e o desejo de se evitar os que te incomodam, seja lá pelo que for, toma conta dos seus relacionamentos, da forma como você trata as pessoas.
Aos poucos, Jonas vai deixando de ter sido engolido e vomitado por um grande peixe; os três jovens vão saindo da fornalha, afinal, não devem nunca ter entrado lá mesmo; os israelitas nunca passaram mar algum, afinal, mar algum pode ser aberto; Eva e Adão começam a sentir pêlos crescendo em si, e um incontrolável instinto animal, um desejo de não mais andarem eretos...vão se assemelhando a macacos; Abrão torna-se simplesmente alguém que ouvia vozes, talvez por ter perturbações na mente....
Aos poucos, Jesus vai deixando de ser o Cristo, para se tornar o Jesus "Histórico"; não terá ele mais alimentado multidões na base do pão e dos peixinhos; suas curas tornam-se belas figuras de uma fé e um poder inalcançáveis, pinturas embelezadoras criadas por seguidores de um homem comum...
Aos poucos, a igreja vai se tornando tão comum, a fé tão normal, o convívio um costume, a aceitação da palavra de Deus tão passiva, tão pouco ou nada meditativa.
Aos poucos, não se encontram mais frutos na árvore, não se encontra mais seiva nos galhos, não se encontram mais folhas, o verde se esvai, a árvore morre, o solo seca, e os céus não mais derramam chuva.
Aos poucos, você vai morrendo de novo. Aos poucos, Deus se torna apenas a crença que te faz feliz, que te acalma, que te "encaixa" num mundo de muitas vozes distintas. Aos poucos, a cadeira sob você é a única coisa que você é capaz de sentir na igreja.
Aos poucos...
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Críticas

10.5.14
Olhar para as piores atitudes do ser humano que está ao nosso lado deveria nos levar não simplesmente à crítica destas atitudes, mas ao pensamento de que, sendo nós também tão humanos quanto o nosso próximo, possuímos o mesmo potencial inato para a falha, o erro, o pecado.
Sim, é inato. Ninguém pode falhar, e lá estamos nós, apontando quantos dedos forem necessários, esquecendo-nos que a real condição em que nos encontramos, a nossa possibilidade e nosso potencial para falhas é igual ou maior que o de quem fazemos questão em censurar por uma falha cometida por outrem.
Antes da crítica, é necessária a auto-crítica. Já nos ordenou o Senhor que tiremos primeiro a trave que está em nosso olho antes de pensarmos que estamos enxergando o suficiente para ajudarmos o próximo com seu pequeno cisco. 
A primeira crítica que realmente deve ser feita é a nós mesmos, a respeito de tudo o que acreditamos, fazemos, da maneira como agimos, em como estamos traduzindo nossa fé em atitudes. Depois de um auto-exame bem realizado, muito provavelmente teremos sequer a coragem em apontar falhas nos outros, se de fato reconhecermos o quão longe estamos do ideal de vida que professamos buscar.
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Ideologia

2.5.14
Ideologia. Feche-se nela. Não saia destas paredes. Acomode-se ali. Aquiete-se. “Lá fora” não existe, entenda isto. Não há nada extramuros, nada.
Ideologia. Fique lá dentro, não saia. Não enfrente o mundo lá fora, a ilusão. Apenas estas paredes são reais. Só existe o aqui dentro. Só isso. 
Aceite isto. Acomode-se a isto. E seja feliz…
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Ódio

24.4.14
Sempre o ódio. Nem sempre visível. Mas sabemos que está lá. É fácil odiarmos aquele que odeia, colocando-nos numa posição superior, como se nosso ódio sempre fosse justificado.
Qual a razão de querermos respeito em algo, se nossa ação é semelhante àquela que repreendemos? Somos mais, somos melhores, estamos numa posição elevada em relação ao nosso semelhante?
Sempre o ódio. Odiamos quem odeia, e odiamos. Outros nos odeiam por odiarmos, e o ódio cresce, cresce sempre.
Nem nos preocupamos mais em saber o porquê do ódio.

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No Egito, ou sobre a aflição

14.4.14
Deus trabalhou por meio da dor e da aflição para um aprofundamento da fé e um maior reconhecimento da necessidade que Moisés e o povo tinham em confiar n’Ele. Quanto maiores as cargas, maior o sentimento de frustração, maior o entendimento da necessidade de libertação. O entendimento de que as cargas, a aflição, a opressão egípcias eram sobre-humanas os levaria ao clamor pela libertação sobrenatural vinda de Yahweh. Deus sabe muito bem trabalhar por meio da aflição, e levar o homem ao entendimento de Sua vontade, ao necessário passo de fé seguinte que, talvez, não daríamos sem a opressão.
Pobre ser humano que pouco ou nada entende a respeito dos caminhos que Deus utiliza para a realização dos Seus propósitos, seja negando Sua soberania, seja rejeitando o Seu poder em tornar o mal em bem, ou então negando-o, até que algo aconteça para que Ele sejao responsabilizado.
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Jornada

8.4.14

Dizem que o melhor da festa é a espera. Não sei se é verdade, mas sei que na vida cristã existe a concepção da caminhada, que inevitavelmente deve ser empreendida com zelo e disciplina por todo aquele que almeja chegar à "medida da estatura da plenitude de Cristo". É uma árdua jornada, mais longa para alguns do que para outros, segundo a concessão da graça divina. É uma caminhada inevitável, cujo desenrolar trará lutas, tristezas, dúvidas, mas também alegrias, vitórias, certezas ao fiel.
A caminhada parecerá um infindável e intransponível abismo, que separa o real do ideal, o ser do vir-a-ser, o que eu sou do que eu quero ser. Abismo que será transposto, não sem antes nos trazer muitas frustrações, afinal, "a inclinação da carne é morte, mas a inclinação do Espírito é vida e paz".
A confiança nos é dada durante a jornada na lembrança e na fé. Lembrança do lugar que saímos, um sítio horrendo; e a fé nos faz enxergar o belo e glorioso porvir, cujas expectativas e esperanças serão facilmente e grandemente superadas por aquilo que viveremos, a realidade verdadeira, o despertar de um mundo cujas limitações que nos são impostas só nos permitem ver as "sombras" na parede.
A realidade final, para todo aquele que em Cristo confiou durante sua jornada, fará esta mesma ter parecido um mero sonho, cujo despertar nos faz tê-lo como uma lembrança, apenas uma lembrança que, por mais que nos tenha feito sentir, jamais se compara à vida consciente.


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Inteligência em ordem

2.4.14
Colocar a inteligência no lugar correto: imperativo. 
Em uma era que privilegia a falta da ordem, a falta da moral, a falta de tudo o que signifique algo concretamente, fazendo com que qualquer coisa signifique praticamente tudo abstratamente, é imperativo ordenarmos a nossa inteligência.
Somente a palavra de Deus permite que nossa inteligência seja reeducada, adquira um contorno, adquira um eixo, um correto equilíbrio entre amor e verdade, que estão unidos, descendo do Pai das Luzes, fazendo-nos emergir do mar da confusão mental instaurada na humanidade, moldando-nos à imagem de Seu filho, a inteligência perfeita, aquele "em quem estão ocultos todos os tesouros da sabedoria e da ciência".
O desequilíbrio entre um "amor" que não aceita a verdade, que a relativiza, que a submete à própria vontade caída e pervertida do ser humano, e a "verdade" que despreza o amor, que constrói relacionamentos em bases puramente legalistas, que não abre mão da correção, mas ignora o perdão, é resultado da falta da inteligência espiritual que só pode ser alcançada pela aceitação humilde e ativa da palavra Divina.
Colocar a inteligência no lugar correto é deixar de ser regido por emoções e desejos desenfreados, ou pelo apelo grupal, midiático, pela pressão secular, seja em qual escala de atuação for. Ser sábio é hoje um desafio dos maiores, pois quem quer buscar a sabedoria do Alto deve compreender que, uma vez iniciada a caminhada, não se deve olhar para trás, não é saudável parar à beira do caminho; deve compreender que irá, provavelmente, sentir-se extremamente solitário em vários momentos da vida, se não nos cruciais, e entender que nestes momentos só a presença do Senhor Jesus pode e deve ser esperada, pela fé.
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Reínicio

28.3.14
Mais difícil do que iniciar é, às vezes, reiniciar. Concepções renovadas, mudadas, novas maneiras de enxergar as coisas. Vamos mudando, e a busca da mudança deve ser para melhor. É o que tenho buscado, e confesso que ainda me falta muito no que diz respeito à disciplina, ao cuidado, ao aprimoramento. Mas acredito que o desejar o aperfeiçoamento já demonstra um avanço.
Já escrevi bastante, mas não o bastante. Me falta erudição, e confesso que isto me deixa um pouco receoso quando escrevo. Afinal, é uma responsabilidade escrever algo errado, sabendo que ao menos uma pessoa no mundo pode ler aquilo e acreditar no erro. Uma responsabilidade que, acredito, poucos se dão conta entre aqueles que expressam tudo, ou quase tudo o que pensam neste vasto universo chamado internet.
Mas sigo em frente, continuando nesta jornada, aprendendo a cada dia, e desejando este aprendizado, submetendo o conhecimento ao Espírito Santo, sendo orientado pelas Sagradas Escrituras, meditando sobre a vida.
Não me interesso em "mudar o mundo", "construir um futuro melhor"; enfim, não acredito nestes mantras pós-modernos. Acredito em Cristo Jesus, o único que pode mudar o que realmente precisa ser mudado: o ser humano.
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