Sempre houve entretenimento no mundo. Os homens, desde sempre, buscaram algo para a sua própria diversão. E das primeiras notas musicais, passando pelas primeiras lutas, o teatro grego, os jogos olímpicos, o circus maximus romano, a poesia, o cinema, a televisão, o rádio, a internet, o homem sempre buscou algo que satisfizesse estes desejos por algo que o alegrasse, o detivesse em mundos diferentes dos quais vivia, que o levasse a outras dimensões de ideias, pensamentos, formas e conceitos, que o fizesse transcender sua própria existência.
O mundo moderno é puro entretenimento. Não chegamos ao ápice do desenvolvimento desta "indústria", e creio que nunca chegaremos. O homem sempre encontra formas de se superar (principalmente para o mal). O entretenimento tomou conta de nossas vidas de tal forma hoje que se tornou uma necessidade maior do que aquilo que precisamos. O homem moderno tem milhares de meios para estar "entretido", e busca criar mais, aperfeiçoando o que já existe, criando mais e mais conforto para a sua diversão. Não sei onde chegaremos, mas os perigos decorrentes desta busca desenfreada pelo prazer de se divertir são óbvios, talvez até demais, tão óbvios que já nem nos importamos mais com isso. Talvez chegue o dia onde cada pessoa viva isolada em seu mundinho virtual, não conhecendo e nem sendo mais reconhecida no mundo real. (Ok, soou meio matrixiano isso, mas com a realidade virtual cada dia mais presente e desenvolvida, não podemos deixar de pensar)

Em breve, acredito eu, nos tornaremos nossos próprios computadores. O computador será pessoal, literalmente. Eu e você provavelmente seremos um. Projetos para a implantação de chips em seres humanos, lentes com conexão à internet, aparelhos adaptáveis às pessoas, que lhes permitam sentir o que se passa no mundo virtual com extremo realismo ou já existem ou tem sido rapidamente desenvolvidos. Gosto muito de tecnologia, mas como não sou um "entusiasta", vejo que cada vez mais o homem vai criando "coisas" que se interpõem entre si mesmo e a realidade da vida, a realidade final. Talvez, se consiga com a tecnologia o que se tenta com as drogas: construir um mundo paralelo e hiperrealista, um escape da vida normal, do que é real.
Como cristão, vejo que a minha vida poderia e, certamente, deveria ter menos entretenimento. O tempo gasto em frente a um computador, não para usos necessários, mas o tempo gasto (e como o tempo voa quando usamos o computador!) visitando sites de interesse duvidoso e supérfluo torna-se prejudicial para nós mesmos, quando poderíamos empregar o mesmo tempo buscando nos aprofundar no conhecimento bíblico, na oração, na meditação, ou mesmo no relacionamento com os nossos semelhantes, seja família, amigos, colegas, ou até pessoas que poderíamos e deixamos de conhecer.
Entretenimento é bom, mas deve ser, como tudo na vida, muito bem dosado. Vejo principalmente a juventude em nossa sociedade totalmente refém do entretenimento. Todos só querem ser felizes, e permanecer sempre neste estado de satisfação. Mas este estado passa, é óbvio. E pessoas que não conseguem lidar com isto ficam cada vez mais afundadas na dependência do êxtase de estarem entretidas com algo que lhes traga mais prazer. O prazer vai embora, a vida continua, Deus vai ficando cada vez mais distante, e só sobram os restos de uma diversão que se transforma mais e mais em insatisfação e infelicidade. A vida não fica completa. Sempre falta algo, e sempre faltará, por "melhor" que seja a diversão.

1 comentários:
Olá chamo-me Antonio Batalha. Vim conhecer seu blog, dar-lhe os parabéns. Pois é muito bom, e gostaria de lhe deixar um convite: Ficava muito grato se fizesse parte dos meus amigos virtuais na Verdade que Liberta. Obrigado e um resto de boa semana.
Postar um comentário